Aplicativo dirá se seu parceiro tem DST
Aplicativo de paquera vai dizer se seu futuro parceiro tem DST
Você
manda seu sangue pelo correio, eles testam e você pode compartilhar
o resultado do seu exame no Tinder
Se
no mundo off-line há
inúmeras formas de conhecer pessoas, a popularização de
aplicativos de paquera expandiu essas possibilidades a potências
incríveis. Se você entrar em app de relacionamentos agora, consegue
achar alguém para um encontro daqui a duas horas - ou menos. Mas
assim como as facilidades, esses dates aumentam
também as preocupações em sair com um completo estranho: e se for
um psicopata? Um criminoso? Um pervertido? E se transmitir uma DST?
Só
saindo com a pessoa para saber. Mas, no que se refere a doenças
sexualmente transmissíveis, uma startup americana promete encurtar a
conversa com o candidato à parceiro. Mately, como o serviço é
chamado, é uma combinação de coleta de dados, testes de
laboratório integrado aos aplicativos de paquera.
Mas,
veja bem, não é uma rede social, nem um aplicativo para conhecer o
amor da sua vida ou para ter sexo casual: é uma plataforma de exames
digitais baseada em assinatura. Quem assinar o serviço fará testes
de doenças venéreas, como gonorreia, clamídia, hepatite A, B e C,
herpes, sífilis e HIV, a cada 30 dias.
A
ideia é que os membros da plataforma enviem, de suas casas, pequenas
amostras de sangue e urina ao Mately. A empresa especializada em
saúde que criou o serviço vai mandar de volta os resultados dos
exames de DST pelo aplicativo e esse resultado pode ser compartilhado
com seus pretendentes ou parceiros sexuais.
Quem
for associado ao Mately terá um selo em seu perfil de paquera online
-esse ícone não vai mostrar o resultado do exame, só indicar que
você faz parte do "clube" e que, de certa forma, se
preocupa com sua saúde.
O
Mately lançou nesta semana uma campanha
de financiamento coletivo online para
colocar a proposta em prática. Seus desenvolvedores acreditam que
quem usa tecnologia para sexo casual está disposto a pagar U$30 por
mês pelo serviço, porque, além do exame, o selo "Mately"
é uma maneira fácil de falar sobre saúde sexual sem tabu.
Nos
Estados Unidos, a incidência de DSTs está aumentando e os jovens
são os mais infectados - justamente a parcela da população que
mais utiliza sites e aplicativos de paquera. De 2013 para 2014, o
governo
registrou 350.062
casos de gonorreia, 47.352 de HIV e mais de um milhão de casos de
clamídia. "Se realmente quisermos evoluir na prevenção e
aumentar a frequência dos testes de doenças sexualmente
transmissíveis, temos que criar um modelo que dê comodidade e
conforto às pessoas para fazerem os testes e que lhes ofereça
propostas diferentes das que têm sido tradicionalmente evitadas",
afirma Brandon Greenberg, fundador do Mately.

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